
Alguns dos comentários à noticia do Ribeirinhas, sobre as obras de requalificação do cemitério de Pardelhas, trouxeram a publico a opinião de uns quantos sobre o facto de a autarquia entregar obras a empreiteiros de fora, nos tempos que correm, em que muitos filhos da terra, alguns deles excelentes profissionais do ramo, se encontram a passar grandes dificuldades, porque as empresas faliram e muitos deles nem tiveram direito a fundo de desemprego, porque não foram depositados os respetivos descontos, pelas entidades empregadoras. Muitos desses homens recorrem hoje á nossa Ria, na esperança de apanhar meia dúzia de quilos de berbigão, para ganhar ao menos para comer. Mas como, se a Ria está mais do que calcada, usada e abusada?
Não sendo propriamente a minha área, como não são outras sobre as quais me pronuncio, arrisco-me a que me acusem aqui de não saber o que digo, como também já aconteceu. Na falta de um melhor, qualquer coisa serve de argumento para quem quer menosprezar a opinião dos outros, principalmente se interessar desvirtuar a verdade dos factos. Nada disso me incomoda. Não costumo falar de balda e não sou de "malhar" neste ou naquele apenas porque sim, ou por interesses de espécie alguma. Digo e assino o que me vai na alma, sobre o que considero justo, mediante o que vejo ao meu redor, sem me preocupar em cair na graça (ou desgraça) de A ou B.
Em relação à Câmara da Murtosa e a quem a tem gerido nos últimos anos, se algo lhes apontei sempre foi exatamente o pouco empenho no incentivo à criação de postos de trabalho no concelho. Sem deixar de lhe dar os devidos créditos por obras que estão à vista de toda a gente e que sem duvida alguma a embelezaram e melhoraram as condições de vida dos seus habitantes, continuo a achar que, no que toca a desenvolvimento, a Murtosa continua muito aquém das suas capacidades, porque tempos condições naturais e únicas para nos impormos a nível nacional e até internacional. Questiono se as prioridades não terão sido um tanto ou quanto distorcidas, mas quanto a isso nada tenho a apontar. Manda no convento quem lá está dentro. As pessoas são eleitas democraticamente, o que lhes dá o direito de decisão sobre o que acham mais ou menos importante. Quem não gosta, que não votasse nos seus programas eleitorais.
Agora, se temos feito tudo o que podíamos? Não acho. O que mais poderia ser feito? Muito! E eu poderia deixar aqui meia dúzia de sugestões, mais ou menos eficazes (porque não sou dono da razão), mas não me compete a mim essa tarefa, porque não me pagam para isso, nem é esse o cerne deste texto. Vou antes subscrever a opinião de quem acha que, tendo em conta as dificuldades atuais de muitos murtoseiros, nomeadamente os muitos desempregados da Construção Civil e uma vez que existem projetos camarários para executar, não ficava nada mal à autarquia tentar canalizar alguns desses trabalhos para ajudar os munícipes que estão a atravessar um mau momento.
Podem-se alegar leis e regras e protocolos para a entrega destas empreitadas, mas convém não esquecer o velho ditado - "para grandes males, grandes remédios" - devido à conjuntura atual que atravessamos, não são poucos os exemplos de autarquias que quebraram o protocolo para ajudar os seus cidadãos mais necessitados, envolvendo-se em projetos que em situações normais não seriam de sua competência.
Sem negligenciar as leis da concorrência, dos concursos públicos e demais aspetos burocráticos, julgo que algumas das obras anunciadas poderiam muito bem ser entregues por ajuste direto ou mesmo executadas sob a alçada da Câmara, empregando assim os profissionais do sector. Não me refiro a obras de grande envergadura, mas a trabalhos menores, como os da requalificação de um cemitério, ou outros do género.
Seria um acréscimo de trabalho para a autarquia, ter que supervisionar os trabalhos diretamente? Aceito que sim, mas não duvido que haja na nossa Câmara pessoal competente e disponível para o fazer e até se poderiam poupar alguns milhares de euros, que seguramente farão falta para outras obras necessárias.
Fica expressa a minha opinião, não em jeito de critica, mas de apelo á autarquia. Se houver uma forma de poderem ajudar estas pessoas, façam-no. Não vos ficaria nada mal, antes pelo contrário. A história não se faz apenas de grandes atos, mas também de pequenos gestos...
Francisco Vieira
(para o jornal Notícias Ribeirinhas)
Não sendo propriamente a minha área, como não são outras sobre as quais me pronuncio, arrisco-me a que me acusem aqui de não saber o que digo, como também já aconteceu. Na falta de um melhor, qualquer coisa serve de argumento para quem quer menosprezar a opinião dos outros, principalmente se interessar desvirtuar a verdade dos factos. Nada disso me incomoda. Não costumo falar de balda e não sou de "malhar" neste ou naquele apenas porque sim, ou por interesses de espécie alguma. Digo e assino o que me vai na alma, sobre o que considero justo, mediante o que vejo ao meu redor, sem me preocupar em cair na graça (ou desgraça) de A ou B.
Em relação à Câmara da Murtosa e a quem a tem gerido nos últimos anos, se algo lhes apontei sempre foi exatamente o pouco empenho no incentivo à criação de postos de trabalho no concelho. Sem deixar de lhe dar os devidos créditos por obras que estão à vista de toda a gente e que sem duvida alguma a embelezaram e melhoraram as condições de vida dos seus habitantes, continuo a achar que, no que toca a desenvolvimento, a Murtosa continua muito aquém das suas capacidades, porque tempos condições naturais e únicas para nos impormos a nível nacional e até internacional. Questiono se as prioridades não terão sido um tanto ou quanto distorcidas, mas quanto a isso nada tenho a apontar. Manda no convento quem lá está dentro. As pessoas são eleitas democraticamente, o que lhes dá o direito de decisão sobre o que acham mais ou menos importante. Quem não gosta, que não votasse nos seus programas eleitorais.
Agora, se temos feito tudo o que podíamos? Não acho. O que mais poderia ser feito? Muito! E eu poderia deixar aqui meia dúzia de sugestões, mais ou menos eficazes (porque não sou dono da razão), mas não me compete a mim essa tarefa, porque não me pagam para isso, nem é esse o cerne deste texto. Vou antes subscrever a opinião de quem acha que, tendo em conta as dificuldades atuais de muitos murtoseiros, nomeadamente os muitos desempregados da Construção Civil e uma vez que existem projetos camarários para executar, não ficava nada mal à autarquia tentar canalizar alguns desses trabalhos para ajudar os munícipes que estão a atravessar um mau momento.
Podem-se alegar leis e regras e protocolos para a entrega destas empreitadas, mas convém não esquecer o velho ditado - "para grandes males, grandes remédios" - devido à conjuntura atual que atravessamos, não são poucos os exemplos de autarquias que quebraram o protocolo para ajudar os seus cidadãos mais necessitados, envolvendo-se em projetos que em situações normais não seriam de sua competência.
Sem negligenciar as leis da concorrência, dos concursos públicos e demais aspetos burocráticos, julgo que algumas das obras anunciadas poderiam muito bem ser entregues por ajuste direto ou mesmo executadas sob a alçada da Câmara, empregando assim os profissionais do sector. Não me refiro a obras de grande envergadura, mas a trabalhos menores, como os da requalificação de um cemitério, ou outros do género.
Seria um acréscimo de trabalho para a autarquia, ter que supervisionar os trabalhos diretamente? Aceito que sim, mas não duvido que haja na nossa Câmara pessoal competente e disponível para o fazer e até se poderiam poupar alguns milhares de euros, que seguramente farão falta para outras obras necessárias.
Fica expressa a minha opinião, não em jeito de critica, mas de apelo á autarquia. Se houver uma forma de poderem ajudar estas pessoas, façam-no. Não vos ficaria nada mal, antes pelo contrário. A história não se faz apenas de grandes atos, mas também de pequenos gestos...
Francisco Vieira
(para o jornal Notícias Ribeirinhas)
Tens razão, Francisco! Há muita coisa que se pode fazer por este país fora mas...falta o querer!
ResponderEliminarPor exemplo, aqui bem perto da zona aonde moro, reabilitaram um espaço que ficou um encanto!
Algumas árvores, um rotunda bem decorada, com muita luz, espaço para as crianças brincarem e um parque com muitas árvores( que hão-de florir..) um pouco de alcatrão e cimento, fizeram um postal lindo de se ver! Foi um pequeno esforço mas, o resultado é enorme!
Beijocas.
Graça
colectânea Significado de Colectânea subst. f. 1. colecção de textos de vários autores
ResponderEliminarCONVITE:
Vamos iniciar uma nova colectânea ...desta vez só para AUTORES DESCONHECIDOS ----- QUE NUNCA TENHAM SIDO PUBLICADOS
Textos; Pequenas Histórias; Pequenos contos; Histórias pessoais , reais!!
Queremos publicá-los com histórias reais, de gente que sente e que vive !
Histórias da vida real .
Histórias sem idade...
Histórias sem preconceitos, sem tábus e sem "medos"...na "CORDA BAMBA"
1º Passo
- Enviar o manuscrito em formato word; A5; font Myriad Pro; 12pt
para a apreciação e selecção
( recebemos o vosso manuscrito até dia 27 de Março de 2012 )
e-mail : pastelariaestudios@gmail.com
Cá vos esperamos com histórias e mais histórias !!
Transformamos as vossas obras em sonhos acordados”
mais informações :
https://www.facebook.com/events/252649871480452/
obrigada ...e bom trabalho! :)
Teresa Maria Queiroz / editora na Pastelaria Studios Editora
atenção: esta participação não é paga pelos Autores, é da inteira responsabilidade da Editora