Hoje não é um dia comum. Nem poderia ser, porque hoje, nas páginas da vida, fechei (por fim) mais um capítulo.
O meu "Um mar de sentidos", acaba de entrar na tipografia.
Emocionei-me, confesso...tenho esta mania que sou um duro, mas no fundo, a matéria é comum a todas as outras: Humana, apenas.
Esta não foi a minha primeira obra; no ano passado escrevi o "Na rua das trevas", mas que, talvez por ser uma biografia encomendada, não me suscitou grande apego. Acabei-o, imprimi-o, entreguei-o ao dono e nunca mais pensei nisso. Não sei sequer se já foi publicado. Não o assinei.
Desta vez foi diferente. Foram dias e noites de desassossego, até ao último minuto.
Anunciei o livro há um mês, disse-o terminado, sem saber que a verdadeira aventura começava aí. Eram na altura sessenta títulos, mas desde então, ainda escrevi mais trinta e dois. No final de cada um julguei sempre ser o último, quando na verdade, o último foi escrito esta manhã. Isto porque não sei se publicarei outro neste registo e havia muitas coisas ainda por dizer.
Foram muitas horas a escrever, muitos cigarros fumados e outros tantos queimados, esquecidos no cinzeiro, muitas canecas de café bebidas e uns quantos copos de whisky, muitos sonos interrompidos. Muitos dias em que não saí de casa, que não desfiz a barba, que me esqueci de comer, mas as valeu a pena, apesar de hoje ter sentido de novo o desconforto paternal de entregar um filho às mãos de um estranho, porque este livro são retalhos de mim, do que eu vivi, do que eu sou.
Falta um poema ao meu Pai. Não por falta de motivos para lhe escrever, de momentos para retratar, ou sequer de inspiração. Falta um poema ao meu Pai, porque "O que faltava dizer-te", essas palavras nunca ditas, não cabem num poema...
"Um mar de sentidos" tem lançamento marcado para o dia 14 de Janeiro, pelas 16 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Murtosa, minha Terra Natal. Nesse dia fechar-se-á este ciclo. Poderá por fim a obra descansar e o autor navegar por outro(s) mar(es).
Descansará também o blog que lhe herdou o nome. A partir de hoje não faria sentido acrescentar-lhe mais palavras. Manter-se-á aberto para consulta, mas fiz hoje o último post.
Obrigado a todos. No que toca a "prosa, poesia e outros devaneios," havemos de nos encontrar um dia, noutro lugar qualquer.
Aqui, no Namorado da Ria, passarei sempre que possível
Francisco Vieira
O meu "Um mar de sentidos", acaba de entrar na tipografia.
Emocionei-me, confesso...tenho esta mania que sou um duro, mas no fundo, a matéria é comum a todas as outras: Humana, apenas.
Esta não foi a minha primeira obra; no ano passado escrevi o "Na rua das trevas", mas que, talvez por ser uma biografia encomendada, não me suscitou grande apego. Acabei-o, imprimi-o, entreguei-o ao dono e nunca mais pensei nisso. Não sei sequer se já foi publicado. Não o assinei.
Desta vez foi diferente. Foram dias e noites de desassossego, até ao último minuto.
Anunciei o livro há um mês, disse-o terminado, sem saber que a verdadeira aventura começava aí. Eram na altura sessenta títulos, mas desde então, ainda escrevi mais trinta e dois. No final de cada um julguei sempre ser o último, quando na verdade, o último foi escrito esta manhã. Isto porque não sei se publicarei outro neste registo e havia muitas coisas ainda por dizer.
Foram muitas horas a escrever, muitos cigarros fumados e outros tantos queimados, esquecidos no cinzeiro, muitas canecas de café bebidas e uns quantos copos de whisky, muitos sonos interrompidos. Muitos dias em que não saí de casa, que não desfiz a barba, que me esqueci de comer, mas as valeu a pena, apesar de hoje ter sentido de novo o desconforto paternal de entregar um filho às mãos de um estranho, porque este livro são retalhos de mim, do que eu vivi, do que eu sou.
Falta um poema ao meu Pai. Não por falta de motivos para lhe escrever, de momentos para retratar, ou sequer de inspiração. Falta um poema ao meu Pai, porque "O que faltava dizer-te", essas palavras nunca ditas, não cabem num poema...
"Um mar de sentidos" tem lançamento marcado para o dia 14 de Janeiro, pelas 16 horas, no Salão Nobre da Junta de Freguesia da Murtosa, minha Terra Natal. Nesse dia fechar-se-á este ciclo. Poderá por fim a obra descansar e o autor navegar por outro(s) mar(es).
Descansará também o blog que lhe herdou o nome. A partir de hoje não faria sentido acrescentar-lhe mais palavras. Manter-se-á aberto para consulta, mas fiz hoje o último post.
Obrigado a todos. No que toca a "prosa, poesia e outros devaneios," havemos de nos encontrar um dia, noutro lugar qualquer.
Aqui, no Namorado da Ria, passarei sempre que possível
Francisco Vieira
Um mar de sentidos
Prosa, poesia e outros devaneios
Prosa, poesia e outros devaneios

Francisco José Rito
Parabéns!
ResponderEliminarAgora ficamos à espera do livro...
Amigo, muitos parabéns! Que seja um sucesso. Depois hás-de dizer onde se arranja um exemplar, ok?
ResponderEliminarGrande abraço.
Parabéns!... Se me for possível estarei presente na apresentação!...
ResponderEliminarMurtosa não é a minha terra mas apreciei os 4 anos que lá vivi!... Conheci gentes do "rio" e as gentes do mar!... Uma realidade que desconhecia e que me faz valorizar a vida que tenho =)
Beijinhos e muito sucesso ;P
Ja algum tempo ke nao visitava o teu cantinho e fiquei super feliz por ti :)
ResponderEliminarPARABENS FRANCISCO!!!!!!! Tantas vezes que brinquei contigo, que irias ser um grande escritor, que irias escrever um livro e que eu iria estar presente no dia do lancamento do teu livro..... mas com muita pena minha nao estarei fisicamente presente :(
Desejo-te do fundo do coracao que nesse dia tudo corra bem e que estejas rodeado daqueles que mais amas e de amigos de verdade....
Ahhhhh e tal como tu prometeste fico a espera dum exemplar do livro autografado por ti lol
beijinhos amigo escritor :)
Altaneira